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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

IRMÃO K - 05-11-2011 - AUTRES DIMENSIONS


Posted: 07 Nov 2011 07:43 AM PST

Eu sou IRMÃO K.

Irmãos e Irmãs na humanidade, que a Paz e a Unidade sejam nosso estado nesse Presente.

Eu venho a vocês no contexto de elementos que eu gostaria de dar-lhes e que se inscrevem da sequência lógica das minhas intervenções anteriores, referentes à Liberdade, a Autonomia, ao acesso ao desconhecido, o que eu desenvolvi, com relação a algumas Portas.

E, em particular, ATRAÇÃO/ VISÃO, o fogo da alma por oposição ao Fogo do Espírito, que será, esta noite, esclarecido por outros elementos que lhes foram comunicados e, particularmente, pelo princípio de Comunhão e de Graça.


Minhas reflexões serão focadas sobre o que resulta disso que lhes foi entregue e, talvez, para alguns de vocês, dado a viver e a experimentar.

Eu irei atrair sua atenção para uma série de pontos que, durante o período que é para viver, nesse momento, é capaz de facilitar-lhes, de algum modo, o que é para viver e para manifestar.

Isso se inscreve, também, na lógica do que lhes foi dado de novo, de maneira mais ampla, por um dos governadores da Intraterra, com relação ao “Eu sou Um” (ndr: ver “A Humanidade Que Começa”).

Recordemos, se vocês bem o desejam, primeiramente, sobre o plano histórico da humanidade em encarnação (em todo caso, para o que nos é acessível, nesta faixa da História e sem voltar muito longe), unicamente em relação ao vigésimo século.

O século XX viu nascer vários ensinamentos, visados ou com tendências para o espiritual, através da revelação (de diversas origens) de elementos constitutivos da alma, de elementos ligados à encarnação e aos princípios do Espírito.

Vários ensinamentos foram encarnados, naquele momento, e foram experimentados, cada um em seu domínio, transmitindo-lhes um princípio, de leis, de exercícios, de ensinamentos.

Naturalmente, para aqueles de vocês que reconheceram minha presença, é evidente que eu participei também, à minha maneira, deste conjunto de coisas que foram entregues durante o vigésimo século.

A maioria de vocês estava presente, é claro, no vigésimo século e teve, talvez, a oportunidade de seguir, de ler ou de praticar certo número desses elementos que lhes foram comunicados.

Eu quero chamar sua atenção para uma série de pontos que são, parece-me, importantes para o que é para viver no estabelecimento da Consciência Unificada, através da Graça, da Comunicação, do “Eu sou Um” e do aumento do aparecimento da Luz Vibral, em meio à humanidade.

Eu inscreveria isso no contexto de um mecanismo Interior, se possível evitando fazer qualquer referência aos acontecimentos, é claro, que se desenrolam, exteriormente, na Terra, sobre a Terra, porque eles são apenas o reflexo do que acontece, evidentemente, na Consciência do Homem.

Como durante minha vida, eu insistirei, intensamente, sobre esse princípio que, se ele é seguido, irá permitir-lhes descondicionar, na totalidade, todo conhecido, toda certeza, com relação às crenças que os levam a seguir um ensinamento, uma pessoa ou um conjunto de regras.

Conhecer as leis da alma, conhecer a História, conhecer os exercícios não basta, porque isso jamais irá propiciar a Liberação, em meio à Unidade e à Alegria.

Existem alguns obstáculos que estão diretamente conectados a crenças que são manifestadas pelo ser humano, quaisquer que sejam essas crenças (seja um modelo espiritual, um modelo filosófico ou religioso).

Eu disse e repito que a crença é, certamente, o que os afasta, ainda mais, da Verdade.

Porque a partir do momento em que vocês fazem sua uma verdade, que vocês não tenham vivenciado, mas oriunda de uma experiência, qualquer que seja (mesmo se esta experiência seja verdadeira), jamais irá lhes conferir a possibilidade de viver a experiência da Verdade.

A crença pode estar situada exatamente ao oposto da experiência.

Hoje, tudo contribui, nisso que lhes foi dado, para fazer viver sua própria experiência.

Experiência, naturalmente, que se inscreve bem além de mecanismos intelectuais, bem além de mecanismos de compreensão.

Porque é o próprio mecanismo da experiência que os tornará Livres, visto que o conjunto das crenças, que vocês manifestaram em sua vida, jamais pôde, é claro, liberá-los do que quer que seja.

Não há qualquer meio, para o ser humano, enquanto ele adere a uma crença exterior ou a um mestre exterior, de poder manifestar sua Verdade, porque enquanto vocês seguem uma verdade exterior (enquanto dogma ou crença), vocês não podem viver a experiência desta Verdade.

Existe, então, neste nível, um mecanismo de revolução Interior a adotar e que, eu devo dizer, é grandemente facilitado por um aspecto que não estava presente (ou, em todo caso, nos três quartos do vigésimo século), que é o impacto da Luz Vibral sobre a Vibração da própria Consciência e, portanto, sobre a própria Consciência.

Ver uma paisagem do sol jamais será a vivência do Sol.

Ver uma imagem, qualquer que seja, jamais irá permitir-lhes tornar-se a imagem.

Tanto nos mecanismos íntimos da imagem e de sua elaboração, como na realidade do objeto que permitiu construir a imagem.

E eu entendo, é claro, por imagem, qualquer mecanismo, não somente visual, mas inscrito em uma representação, qualquer que seja, presente em todo ser humano.

Enquanto existe a menor representação da Luz, enquanto existe uma representação imaginada da Vibração, enquanto existe uma aceitação do que não é vivido, vocês não podem viver a experiência do que vocês desejam viver.

Enquanto vocês seguem uma autoridade exterior, mesmo a mais justa, a mais honesta, a mais sincera e a mais autêntica, vocês não podem ser seu próprio caminho e manifestar a Vibração do seu caminho.

Existe um momento em que, mesmo através do que lhes foi comunicado (por exemplo, por UM AMIGO, com relação ao Yoga da Unidade) (ndr: ver a coluna “protocolos a praticar”), há um momento em que lhes é preciso libertar, aí também, esses elementos que lhes foram dados, não como objetivo ou finalidade, mas sim como elementos permitindo aumentar a Vibração da Consciência e, então da Consciência.

Mas chega um dado momento em que vocês não são mais esta Vibração da Consciência, em um determinado ponto do corpo, mas onde o conjunto da Consciência torna-se esta Vibração e lhes permite, portanto, sair da limitação.

Vocês não podem viver o ilimitado (assim como vocês não podem viver o Amor ou a Luz) por uma adesão ao que quer que seja, por uma prática, qualquer que ela seja, por qualquer confinamento em meio a uma prática, em meio a uma adesão.

Enquanto vocês não estão livres, integralmente, vocês não podem viver a Luz, integralmente.

Obviamente, existem mecanismos (didáticos e pedagógicos) que os guiaram a liberar certo número de obrigações, ligadas, justamente, às crenças, a diversas subjugações, a diversos confinamentos.

O papel dos Arcanjos, nesse nível (e o seu papel, é claro, e o nosso), foi importante para impulsionar, em meio à humanidade, esse mecanismo da experiência da Luz, da experiência Vibral, conduzindo à sua Liberdade e à sua Liberação.

Hoje, quando nós lhes dizemos, uns e outros, que tudo é Um e que tudo está interligado, o paradoxo é que vocês não podem viver esta interligação enquanto existe a menor ligação.

O fato de viver a Unidade e de ascender à Consciência Unitária, apenas pode se fazer se a conexão estiver Livre de qualquer ligação.

Porque esta conexão não é uma ligação, mas uma ressonância particular, em um estado particular da Consciência, entre o objeto e o sujeito considerado como exterior, entre dois sujeitos ou dois objetos que estão totalmente liberados de qualquer ressonância de ligação, para viver a própria conexão, denominada Comunhão.

A Comunhão, como isso lhes foi dito, é o meio de viver o Serviço, de viver a Liberdade, de viver o Amor.

Porque esta ressonância de conexão não se estabelece mais segundo as regras convencionais desta Dimensão, mas transcende, inteiramente, os elementos constitutivos desta Dimensão, bem além do corpo e da alma, fazendo-os ou tentando fazê-los penetrar, por sua experiência, profundamente, no mundo do Espírito.

Eu tive a oportunidade de exprimir o que diferenciava o fogo da alma e o fogo do corpo, voltados para o ego, do Fogo do Espírito.

O fogo da alma e o fogo do corpo confinam e nada resolvem.

O Fogo do Espírito libera, porque ele consome o que deve ser consumido, permitindo-lhes encontrar a Liberdade e a realidade do Ser final, que vocês são, e que nós somos, todos, na Verdade.

As ligações, as crenças, as certezas, que não são uma experiência, não têm qualquer valor para a Unidade e não permitem ninguém viver a Unidade.

A Unidade se vive a partir do instante em que o conjunto das crenças encontra-se totalmente dissolvido ou, quando menos, não eficiente no momento de sua meditação, no momento do seu presente.

Dito de outra forma, o Espírito não depende que qualquer passado e não é responsável por qualquer futuro.

O Espírito é livre de todo condicionamento, livre de toda Dimensão, e a Consciência é o agente.

Enquanto a Consciência estiver inscrita nos modos de funcionamento do confinamento, ou seja, do corpo de desejo, da personalidade, da expressão de uma vontade, qualquer que ela seja, mesmo do bem, enquanto existir, neste mundo, uma atração da alma e do corpo para o estabelecimento de certo número de leis às quais ele precisaria se conformar, o Espírito não pode ser encontrado.

E, portanto, a Luz Vibral não pode se estabelecer, por completo.

Desde algum tem

po, um Arcanjo lhes falou do Abandono à Luz (ndr: diferentes intervenções de ANAEL). Nota André: Recomendo a leitura - TENTANDO ENTENDER O MOMENTO ATUAL E O ‘ABANDONO À LUZ’ - Autres Dimensions.

Hoje, uma nova etapa pode ser percorrida, a partir do momento em que vocês saem dos condicionamentos da vontade de ajudar, dos condicionamentos de querer curar, mas, sim, quando vocês focam sua atenção, unicamente, no estabelecimento desta comunhão de Espírito a Espírito, de Coração a Coração, se vocês preferirem, que lhes permite, por esta conexão e esta ressonância, escapar às ligações condicionantes da personalidade, às ligações condicionantes da alma e, então, possibilitando a vocês, como disse nosso Comandante, sair de todos os contratos ilusórios, estabelecidos pela alma e estabelecidos pelo corpo, mas que os impediam, literal e objetivamente, de viver a experiência do Espírito.

O que deve se manifestar, neste mundo e em vocês, é a Realidade e a Verdade do Espírito.

O Espírito que, eu os lembro, criado perfeito, não pode ser alterado, de maneira alguma, nem pela encarnação, nem pela personalidade, nem pelos jogos da alma que não está ainda voltada para o Espírito, mas que participa da encarnação e das forças que encarnam (tais como eu as nomeei: Prometéicas ou Luciferianas).

Dessa maneira, então, liberar-se do conhecido e ascender à Liberdade apenas pode se fazer quando há um Abandono total de todos os preconceitos, de todos os condicionamentos, de todas as crenças, mesmo as mais lógicas, em meio a este mundo.

Porque, obviamente, a Verdade não é deste mundo, mesmo se ela ali penetra, atualmente.

Ela não vem para iluminar o mundo, mas para pôr fim a certo modo de mundo que não é Unitário, nem qualificado para viver a Verdade.

A atitude Interior é então, de algum modo, uma atitude que os faz apreender-se das ajudas da Comunhão, do “Eu sou Um”, da Graça.

Como elementos que lhes permitem verificar, uns com os outros, e o Um através do outro, que a realidade do Espírito e da Unidade do Espírito é bem o que é para viver, hoje, bem mais do que a adesão a qualquer discurso que seja, a qualquer religião que seja, a qualquer salvador que seja.

Não há caminho fora da Luz.

Naturalmente, é o que proclama o conjunto dos mestres, o conjunto das religiões e o conjunto das diligências ligadas à espiritualidade, tal como foi vivido durante milênios e tal como foi modificado, eu diria, no decorrer do vigésimo século.

Vocês não podem ser Livres enquanto vocês estão submissos.

Vocês não podem ser Livres enquanto existe um contrato ligando-os a este mundo.

Isso é um mecanismo da Consciência e não se refere, necessariamente, à vivência, porque naquele momento, se isso fosse vivenciado unicamente como uma liberação de contratos, sem, no entanto, compreender o sentido, isso não iria se traduzir por qualquer vivência de Liberdade e, sobretudo, por qualquer Liberação.

A Liberação do confinamento não é uma visão do Espírito, nem uma visão da alma, nem uma visão do corpo, mas, sim, um estado da própria Consciência, passando da limitação e do confinamento, ao ilimitado e à Liberdade.

Isso apenas se realiza, concretamente, quando vocês não estão mais apegados a este mundo, enquanto estando, como dizia o CRISTO, sobre este mundo.

O princípio da Graça somente se estabelece quando vocês aquiescem à sua própria Liberação.

Porque, enquanto vocês não são Liberados e enquanto vocês não aceitam a Liberação, é, evidentemente, em vão declamar ou proclamar qualquer Liberação.

Eu entendo por Liberação o final da Consciência limitada, ou seja, o acesso à Vibração da Unidade, no Si ou, ainda, no corpo de Estado de Ser.

E isso não é um trabalho, isso não é alguma coisa a realizar, mesmo se os exercícios, ainda uma vez, que lhes foram propostos (por exemplo, no Yoga da Unidade), podem ser-lhes de ajuda.

Mas isso é apenas uma ajuda.

Isso jamais será uma finalidade, enquanto tal.

Porque, em última análise, e como isso lhes foi dito de diferentes maneiras, há apenas vocês, e somente vocês, que podem passar a Porta Estreita.

A Porta Estreita, chamada de diferentes modos (Crucificação, Renúncia, Abandono), irá traduzir, sempre, a única e a mesma Verdade, que, enquanto vocês não são Livres, vocês não podem ser Liberados.

E ser livre é libertar-se do conjunto de suas crenças, é considerar e viver a experiência da Liberdade a mais absoluta.

Naturalmente, o ser humano vive, como vocês sabem, em uma forma de prisão que não há Consciência.

Vários mestres, no passado, exprimiram-lhes isso e pensaram (com justa razão para eles, mas simplesmente errado para os outros) que eles podiam conduzi-los, através do que poderia ser denominado uma ‘iniciação’ ou próximo disso, a viver sua própria Liberação.

A partir do momento em que um ato é feito de modelo, a partir do momento em que um mestre exterior ou um guru ou aqueles que o seguem (que vão, evidentemente, transformar sua mensagem inicial), vai querer ser aplicado e seguido, naquele momento, é impossível viver a Liberação e a Liberdade.

Muito pelo contrário, é um fator suplementar do confinamento.

A Liberdade e o desconhecido não podem se encontrar no conhecido.

É preciso, então, liberar-se, integralmente, de tudo o que lhes é conhecido.

E eu entendo por ‘conhecido’ todo sistema de adesão ou de crença, todo princípio ao qual vocês aderem, de uma maneira ou de outra.

Enquanto vocês creem ser este corpo, vocês não podem sair deste corpo.

Enquanto vocês creem que a Luz se encontra neste mundo, vocês não podem encontrar a Luz.

A Luz chega a este mundo, mas a Luz ficou ausente deste mundo desde tempos imemoriais.

É o próprio princípio da ruptura, do esquecimento, da queda (como isso foi nomeado por algumas religiões), tendo-os feito esquecer a dimensão do Espírito, até mesmo negá-la e até chegar, nesses tempos, onde o conjunto da humanidade nem mesmo acredita mais na existência de qualquer alma ou de qualquer continuidade.

E isso não é melhor ao nível das crenças de tipo oriental, onde existem princípios de leis aplicáveis a esta matriz, chamada de karma (ação / reação) e algo que é muito caro aos espiritualistas de todos os tipos, que eu chamaria de livre arbítrio.

Em meio à Liberdade, em meio ao Espírito, não há o que fazer do livre arbítrio.

O livre arbítrio é o álibi, dado pela personalidade, para aproximar-se de uma luz qualquer, tão ilusória como a personalidade.

A Liberdade não envolve nem a personalidade, nem o livre arbítrio.

A Liberdade é a Liberdade.

Ela é o final do confinamento, o final da partição, o final das crenças e o início da experiência da Unidade.

Mas para viver o início da experiência da Unidade, é preciso, efetivamente, Liberar-se, na totalidade.

A problemática é que o ser humano está convencido de que ele se libera dos confinamentos que lhes são acessíveis, como, por exemplo, de um sofrimento ligado a um trauma vivenciado, qualquer que seja, estudando esse trauma, analisando-o, tendo a compreensão, tendo o conhecimento e depois, por diferentes técnicas, perfeitamente estudadas durante o vigésimo século, liberar-se deste elemento.

Mas se liberar deste elemento não libera, no entanto, o Espírito, mas confina, ainda mais, a alma nos princípios de ação / reação ligados ao mundo da ATRAÇÃO / VISÃO, da ilusão Luciferiana, do livre arbítrio, da ilusão Prometéica, do renascimento eterno em meio a este mundo.

O Espírito não conhece as leis da matéria.

A matéria não conhece as leis do Espírito.

A alma conhece apenas as leis da matéria, aplicáveis a este universo e a esta Dimensão.

Muitas vezes foi dito que as leis do Espírito não são as leis da matéria.

Foi dito, também, que o que está no alto é como o que está embaixo.

Mas o que está no alto não é um limite, é uma restrição.

Esta restrição apenas traduz, simplesmente, o alto e o baixo de um confinamento.

Porque fora do confinamento, em meio ao Espírito, não existe nem alto nem baixo, nem dentro nem fora, nem esquerda nem direita, nem bem nem mal.

A consciência confinada e limitada, adepta, ainda, de caminhos espirituais, inscritos em diferentes modelos, não pode conceber outra coisa senão o que lhe é conhecido.

Ela não pode conceber, esta consciência, que existem universos onde o confinamento não existe, ou seja, onde o princípio do bem e do mal não pode existir, onde o princípio do que é chamado de alto e de baixo não existe, porque, naquele momento, somente existe a Luz.

Não a luz vivenciada no exterior, não uma luz vivenciada com a ilusão do 3º olho, não uma luz vivenciada, eventualmente, com a visão etérea, mas a Luz vivenciada enquanto Consciência total do Ser, o que é profundamente diferente.

Enquanto a luz é concebida e vivenciada como um objetivo e uma finalidade a ser alcançada, esse objetivo apenas se afasta, de vida em vida.

E nós chegamos, de maneira muito lógica, ao que foi chamado de final da idade sombria ou Kali Yuga.

O Espírito apenas pode se encontrar durante um momento, ou um instante, em que vocês não estão mais neste tempo, sem, no entanto, evitar este tempo e este mundo.

É o momento específico onde vocês percebem e conscientizam seu próprio confinamento.

Então, é claro, a experiência inicial, considerando o que aconteceu para vários místicos, em todas as tradições, considera este acontecimento inicial como o mito que vai permitir realizar, real e concretamente, o Despertar, fazendo realmente escapar à matriz, à alma, ao corpo, enquanto estando presente no corpo, na alma, mas tendo revelado o Espírito.

O Espírito não está em outros lugares senão Aqui e Agora, mesmo se existe uma contrapartida da Consciência (chamada de corpo de Estado de Ser), presente no Sol, e que irá sobrepor-se, no momento oportuno, com o conjunto das estruturas ilusórias e confinantes.

Viver o Espírito não pode ser assimilado a qualquer outra experiência, porque o Espírito, quando ele é vivenciado, confere a liberdade e confere certo número de elementos que não podem ser obtidos por qualquer ascese (qualquer que ela seja), por qualquer crença.

Porque os estados atingidos, naqueles momentos, são apenas efêmeros e não podem perdurar e, em todo caso, não permitem viver o Espírito de maneira permanente e ilimitada.

A liberação que está em andamento, hoje, em vocês, se vocês a aceitam, como para o conjunto da humanidade, é bem uma liberação final, no sentido onde haverá um antes e um depois.

Este antes e este depois se inscrevem em uma duração de tempo, aí também, como vocês sabem, cada vez mais estreita, cada vez mais fulgurante, que os levará a posicionar-se, enquanto Consciência, nesta Luz ou fora desta Luz.

Mas vocês não poderão mais, uns como os outros, ignorar o princípio de conexão à Luz.

O que mudará de qualquer maneira toda a vida da própria Consciência, que ela se realize em meio a um mundo dito de carbono ou em meio a mundos totalmente livres, ou, ainda, em meio ao que é chamado de ‘dissolução na Luz’.

Enquanto vocês não aceitam o princípio de Liberdade total, obviamente, a Liberdade total não pode se revelar.

Enquanto vocês não respeitam (não como contexto, mas como princípio dinamizador) o que foi denominado os Quatros Pilares do Coração, vocês não podem escapar aos condicionamentos da personalidade.

O conjunto dos Pilares, o conjunto do que lhes foi desenvolvido sobre a Transparência, sobre a Humildade, a Simplicidade e o Caminho da Infância ou a Pobreza, são, estritamente, os Pilares que lhes permitem desengajar-se, plenamente, da ilusão das crenças.

Viver isso é um grande passo para a Liberdade e para a Liberação, mas não é a Liberação.

Na realidade, chegará um momento em que se colocará, em vocês mesmos, se isso já não ocorreu, a questão que vocês irão se colocar a si mesmo: vocês estão prontos a tudo perder para viver a Verdade?

Vocês estão prontos a fazer desaparecer o conjunto das ilusões, personalidade, corpo, ligações, apegos, seduções deste mundo, para viver a Luz?

É a isso que vem chamá-los a FONTE, no que foi denominado a Promessa e o Juramento.

É a isso que o conjunto dos elementos que lhes foram comunicados, de maneira Vibral e de maneira de ensinamento, se o podemos dizer, deve permitir posicionarem-se.

Haverá apenas dois posicionamentos: o posicionamento no medo e o posicionamento na Liberdade.

O medo não poderá liberar o que quer que seja, mesmo se o mecanismo de liberação refira-se à totalidade da humanidade, à totalidade das almas.

Mas haverá uma dificuldade para se Liberar, totalmente, da influência da alma na matéria, devendo conduzir à perpetuação da alma, para um dado tempo, específico a cada Um.

A Liberdade é um ato de Abandono total.

A Liberdade é um ato de resolução que permite Liberar-se, inteiramente, de tudo o que é conhecido.

Liberar-se do conhecido implica, necessariamente, para a personalidade, um elemento importante.

Este elemento importante é a agonia do seu próprio desaparecimento.

E, aliás, a maioria dos fenômenos de Despertar, no antigo tempo, remontando a mais de uma geração, é realizada durante esses momentos de perda dramática ou de conscientização da Ilusão deste mundo, através de uma agonia de morte súbita.

Nesse princípio de Abandono, a partir do momento em que não há mais esperança, a partir do momento em que a alma é apreendida pelo medo de sua própria dissolução e a partir do momento em que não há mais resistência, nem luta, no interior da personalidade, é nesses momentos privilegiados que se pode viver, de maneira final, eu diria, o próprio princípio da dissolução, da Liberdade e da Liberação.

Evidentemente, durante este período, o corpo de desejo (no que resta dele), qualquer que seja a depuração dos seus próprios desejos, vai se manifestar, de maneira vociferante, induzindo uma série de medo, já que a personalidade, enquanto projeção em meio a um mundo ilusório, apenas existe porque o medo ali se mantém.

Este medo refere-se a diferentes segmentos da personalidade, traduzindo-se, antes de tudo, pela perda mesmo da própria personalidade.

A consciência fragmentária é dirigida pelo medo.

A Consciência Unitária é dirigida pelo Amor.

A consciência fragmentária chama o Amor para dele se apropriar.

A Consciência Unitária é o Amor, por restituição.

Esse princípio de restituição é a única porta de acesso ao desconhecido.

Isso foi denominado a Porta Estreita, em sua terceira Passagem.

Hoje, cada ser humano, cada Irmão e Irmã presente na superfície deste planeta, encontrar-se-ão, de uma maneira ou de outra, para realizar esta conscientização a fim de, ainda uma vez, posicionar-se de um lado ou do outro.

Deste modo, então, vocês não têm que aceitar, tampouco, minhas palavras.

A única coisa que vocês podem fazer, como isso foi enunciado, desde pouco tempo, é Comungar com elas e ver se esta Comunhão realiza, em vocês, a ativação da Vibração do Coração, o sentimento de Liberação total, a ausência de influência do mental e das emoções vindo dizer-lhes o contrário.

Naquele momento, nós teremos comungado e, naquele momento, as palavras que eu teria pronunciado não serão palavras que terão sido aceitas pelo mental, ainda menos por uma crença qualquer, mas, sim, pela ressonância de campos Vibratórios Unificados que nos terão estabelecidos, que irá permitir-lhes, então, viver e aproximar sua Liberação e sua Liberdade.

Não há alternativa.

Qualquer outro caminho é um fracasso.

Com o conjunto de mestres e de salvadores que estão encarnados, com o conjunto de gurus e de sistemas que lhes foram dados, se um único ser tivesse conseguido se liberar do mesmo modo, a humanidade teria sido Liberada, na totalidade.

Nós podemos constatar e vocês podem constatar, vocês que ainda estão encarnados, que isso jamais foi o caso, qualquer que seja o mestre, qualquer que seja o guru e qualquer que seja aquele que concebeu uma religião, seja qual for.

Porque, a partir do momento em que o Homem, mesmo através de algo que seja totalmente justo e verdadeiro, põe-se a aderir, sem verificar pela própria experiência, ele se fecha no modelo, esse modelo mesmo o mais justo e o mais autêntico.

Não há alternativa senão fazer a experiência da Liberdade.

Não há alternativa senão realizar a Luz, senão permanecer em uma crença na Luz e em uma projeção exterior da Luz.

A novidade, desde uma geração, é que a Luz Adamantina ou Vibral está cada vez mais presente, em seu ambiente, em seus chakras, em seu corpo, em suas células.

Realizando o que havia sido visto, desde algum tempo, por SRI AUROBINDO, com relação à chegada do Supramental.

E o que é que nós observamos, hoje, na superfície desta Terra?

Vários mestres sequestraram esta Luz Vibral para dela se apropriar e não para doá-la.

Evidentemente, naquele momento, a Transparência não pode ser vivida e ainda mais a Humildade e a Simplicidade, afastando sempre mais os adeptos e aqueles que seguem esses seres, de sua própria Verdade.

Hoje, vocês devem desvencilhar-se, completamente, de todas as crenças.

Façam o exame de sua Consciência.

O que existe, em sua Consciência, em sua vida, como crenças?

Enquanto vocês crerem que vocês dependem de um ser, enquanto vocês crerem que vocês dependem de uma relação, mesmo a mais harmoniosa e a mais justa, vocês não estão Livre.

Porque a relação é uma comunicação, mas não é uma Comunhão.

Os elementos que lhes foram comunicados, referentes à Comunhão e ao “Eu sou Um”, são, certamente, o meio de fazer a experiência, por vocês mesmos, de uma consciência em via de Liberação a uma outra consciência, do que representa a experiência da Unidade e da Graça.

Porque a Graça e a Unidade, o Estado de Ser e o Si, representam a mesma realidade da Consciência e do Espírito, Liberados.

Vocês não podem viver a Consciência Liberada enquanto vocês aderem a uma parte de vocês mesmos que não está Livre.

Ora, tudo o que é conhecido de vocês mesmos é, por essência e por natureza, confinado e confinante.

Vocês devem, então, se apresentar, de algum modo, sem a priori e sem pedido, em meio a qualquer tentativa de Comunhão.

Vocês devem substituir a comunicação e a relação afetiva, pelo Coração, ou seja, pela Comunhão de Corações.

Esta Comunhão que não tem o que fazer do seu passado, o que fazer de suas experiências passadas, o que fazer dos seus afetos, mas que se vive, unicamente, no ‘instante presente’.

A única relação justa que pode existir, apenas pode estabelecer-se através da Graça e desta Comunhão.

É apenas realizando sua própria Unidade e, portanto, sua própria Liberação, que podemos comungar e não Liberar o outro, é claro, mas permitir-lhe, a ele também, aproximar-se de sua própria Liberação, pela ressonância de campo e pela Liberdade que vocês manifestam.

Vocês não são, então, um modelo, para o outro, mas vocês são chamados a tornar-se aquele que vai permitir fazer ressoar esse campo unificado da Consciência, permitindo, para o conjunto da humanidade, sair do sonho.

O que nos disseram nossos Irmãos orientais, sempre, com relação à Ilusão deste mundo e à projeção deste mundo e ao confinamento deste mundo, é a estrita verdade.

Mas esta verdade, vocês não podem tocá-la se vocês não a vivem.

E não há outra maneira de viver este verdade, exceto liberar-se de tudo o que lhes é conhecido, como crença, como relação, que não é uma Comunhão (como toda comunicação com qualquer plano que seja).

Em resumo, mesmo o ser no qual eu estou (ndr: aquele que canaliza essas informações) não pode viver sua própria Liberação enquanto ele depende de qualquer comunicação.

Há apenas a Comunhão, que pode se estabelecer de Coração a Coração, que permite liberar.

E isso é uma experiência que é para realizar, cada um por si, em meio mesmo à Comunhão, tal como lhes foi dado por diversos intervenientes.

Mais do que nunca vocês são chamados a Liberar-se.

Mais do que nunca vocês são chamados a viver a Graça.

E esta Graça é transmitida pelo Coração.

É preciso passar por esta revolução da Consciência, total, fazendo cessar, em vocês, toda adesão ao que não é da ordem da Luz.

E, naturalmente, como disse com humor nosso Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV), não é questão de matar pai e mãe.

É simplesmente questão de restituir a Liberdade a cada ser.

Mesmo se ele não quiser.

Não há outro meio de estabelecer a Comunhão.

A Comunhão é uma ligação de Liberação, é uma ressonância.

Qualquer outra ligação é apenas confinante e limitante, nos condicionamentos, quaisquer que eles sejam (morais, sociais e mesmo espirituais).

O Espírito não é espiritual.

O Espírito É, desde a eternidade.

E ele se manifesta, agora, a fim de conscientizá-los dele.

E o conscientizar apenas pode se realizar se absolutamente nada de conhecido (nem ao nível da alma, da matéria ou da personalidade) vem interferir.

Mas, como vocês sabem, vocês não podem combater a personalidade, vocês não podem combater seu próprio mental, vocês não podem combater suas próprias emoções, porque contra o que vocês lutam, no final, fortalece-se.

Vocês todos fizeram a experiência disso e nós todos o fizemos, em nossa vida.

Há apenas uma maneira de proceder: é Liberar-se da totalidade das crenças, da totalidade do conhecido e se apresentar despido diante da Porta Estreita.

Isso necessita, efetivamente, um Abandono e uma Renúncia.

Como dizia o CRISTO durante sua vida, vocês estão prontos a segui-Lo, vocês estão prontos a tudo perder para encontrar a Verdadeira Vida?

Porque a vida, tal como ela é vivenciada em meio ao confinamento, jamais permite viver a Luz.

É uma Ilusão mantida, aliás, deliberadamente, pelas forças confinantes e pelas forças fossilizadoras.

A Luz os chama, hoje, para Liberar-se, na totalidade.

E vocês devem apresentar-se, frente a ela, despidos, sem qualquer crença, sem qualquer ligação.

Não há outra maneira de realizar a Unidade.

Senão, a Unidade permanece uma crença, uma adesão, mas não uma vivência.

A Unidade é vivenciada, e em curso de instalação, desde o momento em que vocês não tenham mais qualquer dificuldade para remeter-se na Luz, ou seja, no estado de dissolução, que se traduz pela Alegria, pelo Sat Chit Ananda, pela felicidade, pelo Samadhi.

O que não os impede, de jeito nenhum, de participar deste mundo, enquanto este mundo existir.

Mas vocês estão Liberados e libertados, vocês não estão mais prisioneiros.

O efeito sobre a consciência, obviamente, é totalmente diferente.

Então, é claro, a personalidade vai protestar.

Ela vai dizer-lhes que ela tem obrigações, responsabilidades.

Ela vai dizer-lhes que ela tem coisas a manter, coisas que lhe permitem viver.

A questão é muito simples e a resposta é muito simples: o que vocês querem viver?

A Luz não hesitará.

Durante o momento coletivo da humanidade, vocês deverão, ou responder, ou virar as costas.

Enquanto tendo consciência de sua natureza, se vocês ainda não tiverem, agora.

A Luz os torna livres, mas esta liberdade passa pela dissolução do que, justamente, participa do confinamento, em vocês, como no que vocês são, como em todos os setores de sua vida e em todos os setores desta Terra.

Crer que a liberdade vai manter um status quo enquanto transformando prazerosamente, é apenas uma visão da personalidade que se inscreve no medo de sua própria dissolução, de seu próprio desaparecimento e que reflete, naquele momento, o apego da personalidade a ela mesma e a não liberação da Consciência.

É-lhes precisos estar, cada vez mais, lúcido sobre o que rege suas vidas.

É-lhes preciso estar, cada vez mais, consciente da experiência da Sombra deste mundo.

Não há mais, doravante, que combater as sombras porque isso contra o que vocês lutam reforça-se e, dito de outra maneira, irá explodir, um dia ou outro, em seu rosto.

Finalmente, cabe a vocês compreender e viver, por vocês mesmos, que fora do Abandono à Luz e à Alegria, não há possibilidade de ser Liberado.

Isso irá se tornar, também, cada vez mais importante, em sua Consciência, levando-os, aí também, em certos casos, a se colocar questões.

Mas quem é que coloca questões, a não ser a personalidade?

O Coração não coloca qualquer questão: ele vive a Comunhão, ele vive a Graça, ele vive o “Eu sou Um” e não é absolutamente no instante seguinte, não é absolutamente na irresponsabilidade, tampouco, de sua vida, mas, sim, na ação de responsabilizar-se que é consequente à Liberdade e à Liberação.

Esses são, é claro (o que eu lhes dei), elementos adicionais.

Como disse UM AMIGO, para o Yoga da Unidade (e como eu tive também a oportunidade de dizer), nós lhes trouxemos tudo o que era possível trazer-lhes, para aproximá-los da experiência de sua própria Liberação.

E para Liberá-los, até mesmo, do que nós lhes dissemos, das Vibrações, ainda, a fim de viver, realmente, quem vocês São, a fim de fazer cessar toda projeção e todo medo.

Não há outra maneira de conscientizar a experiência da Liberdade e da liberação.

Eu chego ao final da minha exposição.

Não há nada mais a seguir senão vocês mesmos.

Não há nada mais a realizar senão quem vocês São.

Não há nada mais a esperar senão o Amor.

E isso não é amanhã, nem depois de amanhã.

Este Amor está inscrito na Graça, na Comunhão, na afirmação do “Eu sou Um” e na Vibração do que foi denominado Fogo do Coração.

Todo o resto (pensamentos ou outro) afasta-os dessa vivência.

Vocês irão tomar consciência, cada vez mais facilmente, porque vários de vocês vivenciaram momentos de aproximação desta Porta Estreita onde, ou vocês se dissolvem na Luz, ou vocês vivem a Unidade.

E, como vocês sabem, esta Consciência não está instalada, de maneira definitiva, em sua vida e em sua consciência.

Cada vez mais, os espaços expandidos da Consciência, e os momentos expandidos da Consciência, tornam-se, como vocês o percebem, para muitos de vocês, um apelo cada vez mais premente.

Então, é claro, este apelo da Luz pode colocá-los frente a medos (da dissolução, do futuro e do devir).

O que vocês precisam conscientizar, como propósito, é que o que vocês São é, realmente, esta Luz ou o que vocês vivem, naquele momento.

Vocês não são nada além disso.

E quando vocês são, na totalidade, isso, todo o resto simplesmente não mais existe.

Que isso aconteça no momento coletivo da humanidade ou que isso aconteça ao seu ritmo e de maneira totalmente livre, agora.

Se nós tivermos tempo, antes do espaço de Comunhão e de Alinhamento comum, e se existir, Irmãos e Irmãs presentes, em vocês, interrogações em relação a isso, eu os escuto.

Nós não temos pergunta, nós lhe agradecemos.

Irmãos e Irmãs na humanidade, eu participarei, com vocês, do espaço de Comunhão e de Graça.

Eu apenas posso dizer: sejam quem vocês São, na Liberação e na Liberdade.

Sejam a própria Consciência.

Até logo mais.

Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1258
5 de novembro de 2011 (Publicado em 6 de novembro de 2011)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
via: http://portaldosanjos.ning.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

IRMÃO K - 24-08-2011 - AUTRES DIMENSIONS


IRMÃO K - 24-08-2011 - AUTRES DIMENSIONS




Eu sou IRMÃO K.

Irmãos e Irmãs, todo meu Amor os acompanhe.

Vivamos, se vocês bem o quiserem, primeiramente um momento de comunhão, antes que eu desenvolva o que eu tenho a desenvolver hoje.

... Efusão Vibratória ...


Eu venho, hoje, levantar uma questão.

Esta questão pode se resumir assim: em meio à encarnação sobre este planeta, em que o Bem não pode jamais resolver a equação Bem/Mal?

Em que este princípio de Bem e de Mal, inscrito em todas as camadas e em todas as esferas da vida, não pode se resolver?

Então, é claro, nós iremos excluir, de algum modo, o destino de algumas almas particulares tendo conseguido, pelo Bem, justamente, extrair-se desta equação.

Essas almas particulares estiveram presentes na superfície da Terra, em todos os tempos e em todos os lugares.

São almas cuja Doação de si mesmas, ao nível da alma, foi tal que esse Sacrifício da alma permitiu, efetivamente, para estas, viver o Espírito, o CRISTO, ou em todo o caso, sair do confinamento.

É preciso bem o reconhecer, essas almas foram extremamente pouco numerosas na história da humanidade, mas foram suficientemente influentes para deixar marcas concretas, por toda parte.

Isso que eu vou falar, obviamente, dirige-se ao conjunto da humanidade e não faz menção a exceções.

Eu falarei, então, em escala coletiva, em escala humana e, ainda uma vez, o que eu vou dizer pode ser aplicado em todas as camadas da vida, em todos os estratos (sejam sociais, políticos, afetivos, morais e espirituais).

O Bem e o Mal estão inscritos em um princípio de Ilusão, e nós substituímos essas palavras pelas palavras Atração e Repulsão, a fim de tentar desprender a noção moral, justamente de Bem e de Mal, como ela é compreendida, veiculada, tanto na sociedade global como na moralidade, ou como nos sistemas filosóficos, ou espirituais.

O Bem e o Mal são interações permanentes que todo ser humano prova e sente, ao longo de sua vida, muitas vezes por dia, em graus diversos e de maneiras diversas.

Naturalmente, o Bem e o Mal são específicos de cada indivíduo.

Porque o que pode parecer Bem para um indivíduo, parecerá e será vivenciado como um Mal para um outro indivíduo.

Portanto, existe através desta noção de Bem e de Mal, de Atração e de Repulsão, alguns elementos que fazem parte de tudo o que é veiculado pela consciência ordinária de um dado indivíduo.

Então, é claro, existe um Bem e um Mal que eu poderia qualificar de ‘arquetípico’, exprimindo-se na sociedade, no sentido o mais amplo.

O Bem é muitas vezes assimilado a um princípio de felicidade, a um princípio de equidade, a um princípio de alguma coisa justa e de alguma coisa que não vai contrariar, de modo algum, a vida.

O Mal pode ser definido exatamente ao oposto e ao inverso, como alguma coisa que vem entravar um desenrolar normal, como alguma coisa que vem fazer sofrer.

Nós excluímos, aí também, evidentemente, os casos onde algumas pessoas podem confundir o Bem e o Mal, deliberadamente.

Alguns, na realidade, podem experimentar o que eu chamaria de um Bem para fazer o Mal.

Nós saímos, é claro, aí, da normalidade deste mundo, para entrar nesses casos particulares, que eu não abordarei agora.

O Bem e o Mal (vamos, mesmo, dizer) vai guiar o conjunto dos comportamentos e conjunto dos afetos, o conjunto das decisões de qualquer ser humano.

Este Bem e este Mal são onipresentes em tudo o que transcorre na vida de um indivíduo como da sociedade.

Todo elemento da vida vai ser colorido, decidamos ou não, no sentido humano ou no sentido individual, por um ‘julgamento de valor’, porque o Bem e o Mal são efetivamente uma escala de valores.

Uma escala de valores global e coletiva, mas que pode tornar-se, vocês o compreenderam, profundamente diferente para cada um, em função do seu próprio contexto moral, de sua própria experiência, de sua própria vantagem ou desvantagem.

O Bem e o Mal podem então inscrever-se em princípios que são coletivos e pessoais, sem, contudo, que se possa afirmar que o coletivo seja o resultado dos diferentes modos de viver esse Bem e esse Mal, ao nível individual.

O peso do que poderia ser chamado de crenças, quaisquer que sejam, é largamente predominante no Bem e no Mal.

Assim, cada ser humano, ao nascer, aqui, sobre este mundo, vai muito rapidamente ser confrontado com esta noção de ‘alternância’, de Bem, de Mal, de Atração, de Repulsão, de prazer ou de desprazer.

Porque, frequentemente, o Bem o e Mal estão além mesmo das crenças inculcadas e vivenciadas desde a infância, por percepções que podem ser tanto oriundas diretamente das crenças como de emoções.

Em geral, um ser humano, a título individual, chama de Bem o que lhe faz bem, ou o que, em todo caso, vai corresponder ao seu próprio contexto de valores ou ao seu próprio julgamento de valores, aplicáveis na sociedade e em suas diferentes camadas (aí também, pessoais, próximas ou distantes).

O conjunto do Bem e do Mal, em sua forma a mais bem sucedida (se tanto é que podemos assim falar), vai, em certos casos, transcender as crenças e as emoções, ou a história pessoal, para inscrever-se nas emoções que podem, em alguns casos, conduzir ao Coração, chamadas de compaixão e de empatia.

Deste modo, existe, para cada ser humano, um limiar de tolerância, um limiar de basculamento, entre o que poderia ser Bem e Mal, com uma zona (mais ou menos ampla) qualificada e considerada como neutra, no interior de si.

Tudo o que vai interagir com um ser humano, qualquer que seja o plano considerado, vai, de maneira inelutável, encontrar esta noção de Bem e de Mal.

Toda interação entre dois seres humanos, quaisquer que sejam as ligações, os prós e os contras, irá se colocar (se não é o caso desde o início, no final de certo tempo, e muito frequentemente bem depressa) nesta dialética, de algum modo, de Bem e de Mal, mesmo se isso não é jamais pronunciado ou vivenciado assim.

Isso é um princípio fundamental que se expressa, quaisquer que sejam as palavras, e qualquer que seja a aceitação ou a negação, como a realidade de fato primordial e final do ser humano.

Então, é claro, no quadro de uma personalidade bem inserida, bem integrada em seu contexto de vida, o Bem e o Mal vão atuar principalmente através de uma busca do Bem, seja para si ou para seu círculo próximo.

E em uma visão que eu qualificaria de compassível: tentar ‘fazer o Bem’ onde for, de maneira próxima, como de maneira mais distante.

Em referência, diretamente, com as noções de humanismo, de compaixão, logicamente, ou até mesmo de religião ou de espiritualidade.

É assim muito fácil culminar em alguma coisa que pode parecer, à primeira vista, como perfeitamente lógica, perfeitamente normal, perfeitamente evolutiva, que poderia ser chamada de ‘vontade de Bem’.

Mas nós todos tivemos, em nossa vida, situações onde, tendo desejado fazer o Bem (de um outro, ou de uma situação), nós nos apercebemos de que o que se segue é bem exatamente o inverso.

E isso remete, de maneira inevitável, ao conteúdo para cada um desta noção de Bem.

Na realidade, aí também, para uma palavra e um conceito como este, a vivência de cada um, a experiência de cada um, a memória de cada um, é profundamente diferente.

Fazendo com que o Bem do outro não seja necessariamente o Bem do um.

Enquanto admitindo que existe, é claro, um Bem coletivo, esse Bem coletivo se aproximando mais, aliás, não do Bem, mas de uma noção de harmonia ou de equilíbrio nas trocas que podem existir, manifestar-se, em um grupo social, restrito como o mais importante (como um país ou, nesta fase particular da Terra, como o que vocês denominariam uma espécie de globalização, onde a Terra iria se tornar como uma aldeia).

Os meios de comunicação (tecnológicos e não espirituais) operando sobre esta Terra, permitem ignorar a distância e o tempo que podem separar um acontecimento, e então um julgamento, que outrora levava algum tempo, ou até mesmo jamais chegava, o que acontecia, mesmo dramático, em um ponto da Terra, não sendo muitas vezes jamais conhecido em outro ponto suficientemente afastado.

O que, vocês hão de convir, não é mais de qualquer maneira o caso, hoje, sobre esta Terra, graças a diferentes meios tecnológicos que operam e que utilizam a comunicação, no seu sentido o mais amplo.

Então, o ser humano, nesse princípio de Atração e de Repulsão, vai buscar, em geral (e nós permanecemos, ainda uma vez, em um quadro habitual, dito normal e não patológico), em sua vida, tudo o que pode atraí-lo (e é o grande princípio da Atração, que eu já falei longamente) que vai orientar, de qualquer forma, uma busca de aprimoramento.

Esta busca de aprimoramento decorre, ela também, da lei de ação/reação, garantindo que o ser humano vai buscar (na maioria das vezes conscientemente, mas mesmo também nos atos inconscientes) situações e estados propiciando, neste eixo linear de tempo que é sua vida, antever, advertir e procurar, de algum modo, um equilíbrio, uma Atração.

E isso em todos os setores da vida, sem qualquer exceção.

Evidentemente, a experiência de qualquer ser humano mostra que tudo não se desenrola de maneira uniforme, e que existem vários acontecimentos, várias relações, acontecimentos acidentais, não buscados, que vão manifestar mais o Mal do que o Bem.

Dessa maneira, é claro, o ser humano, quando ele é confrontado com o Mal (e principalmente quando ele é confrontado com o Mal), vai manifestar buscar o ‘sentido’, esta busca de sentido podendo exprimir-se tanto na causa imediata, como em causas anteriores (ou até mesmo mais antigas, não pertencendo à causalidade desta simples vida).

E quando não há sentido possível, então, ele considera uma palavra muito importante, que é: o ‘acaso’.

Então, vocês todos constataram, e nós todos constatamos, que fazer o Bem não é suficiente para preservar-se do Mal, de maneira alguma, e que muitas vezes, a alternância do Bem e do Mal parece escapar a qualquer lógica.

Naturalmente, existem comportamentos coletivos, decididos independentemente de cada um, consciente ou inconscientemente, que vão (através de fatos bem conhecidos sobre este mundo, como a predação, a competição) resultar no que é chamado de ‘injustiça’, e, então, em um predomínio do Mal dentro da sociedade.

É muito lógico que um ser humano, por sua constituição e pelo seu próprio jogo da encarnação, procure evitar o Mal, evitar o sofrimento, e vá buscar uma melhoria mais do que uma degradação de seu estado (de suas relações, de suas finanças, de seu afetivo e do conjunto de tudo o que compõe a vida, em todos seus compartimentos, sem qualquer exceção).

Obviamente, alguns seres são capazes de fazer um sacrifício total, como eu dizia, de sua própria vida, em um sentido de doação e de abnegação total de sua própria existência, num certo sentido, para doar-se e para entrar, mesmo, nas etapas conscientes e ativas, que possuem nomes específicos, por exemplo, no Oriente, como o Bhakti Yoga (ou Yoga da Devoção).

Vários seres, por sinal, têm uma polaridade de alma que, de algum modo, os impulsionam, literalmente, a trabalhar nesse sentido do Bem, e a se preservar, de certa forma, do Mal.

E para tentar advertir, ou resolver em todo caso, as situações de Mal no seu ambiente ou para os seres que são conduzidos a frequentar, ou a buscar, por ajuda.

Este princípio altruísta é, evidentemente, um dos componentes do ser humano, qualquer que seja sua vida e qualquer que seja (como poderíamos dizer) seu carma.

É até mesmo uma tendência geral da humanidade.

Deste modo, pode-se colocar a questão de, como um porcentual da humanidade, trabalhando em um sentido contrário ao Bem comum, pôde levar a situação desta Terra a um estado particular, a tal ponto que este estado foi escrito e reconhecido.

Em todas as escrituras (quaisquer que sejam, orientais, extremo orientais, mesmo nos povos primitivos, ou mesmo na bíblia), vocês têm esta noção de uma era particular, que é vivida, já desde algum tempo, sobre esta Terra, denominada no Oriente o Kali Yuga, ou Idade Sombria.

Era onde os valores, justamente, ligados ao Bem, ligados a um equilíbrio, são, evidentemente, qualquer que seja seu olhar, cada vez mais rompidos, seja ao nível do homem e mesmo ao nível da Terra, em todos seus componentes.

Então, é claro, é razoável fazer a pergunta fundamental que é saber como, apesar dos conhecimentos sociais, humanos, como a melhoria de condições ditas tecnológicas, tornando a vida mais fácil, pôde culminar em uma Idade Sombria e em um fincamento em uma Idade cada vez mais sombria?

Onde o ser humano, finalmente, vocês bem sabem, não manifesta qualquer felicidade e qualquer estado de Bem duradouro.

Isso, efetivamente, pode levar a se colocar questões.

E pode mesmo induzir situações de revoluções (Interiores como exteriores), podendo conduzir grupos de indivíduos a querer mudar as coisas.

O que é, aí também, perfeitamente lógico, com o olhar da razão e o olhar da alma.

Vocês talvez se apreenderam de que, nós, Anciãos, e alguns Arcanjos, e algumas Consciências, pouco a pouco induzimos vocês em uma forma de percepção visando fazê-los superar esse Bem e esse Mal.

Não para negá-lo enquanto realidade deste mundo, mas para fazê-los, talvez, viver ao nível Vibratório, ao nível da consciência, estados onde o Bem e o Mal não têm mais qualquer espécie de influência, nem qualquer espécie de interação.

O que não quer dizer que o Bem transcendeu o Mal, ou que o Mal se apagou diante do Bem, mas sim alguma coisa de diferente (um estado diferente, um olhar diferente e uma Consciência diferente) faz considerar que, finalmente, a solução não pode estar em uma busca perpétua do Bem, em um humanismo cruel visando aperfeiçoar um estado de coisas, ou de leis, tais como estão escritas neste mundo, e tais como são vivenciadas neste mundo.

Naturalmente, o conjunto de filosofias, através do humanismo, o conjunto dos movimentos espirituais ou das religiões, todos, sem exceção, falaram de uma melhoria, falaram de um futuro de Luz, falaram de uma espécie de revolução espiritual culminando em uma ‘idade de ouro’.

Esta idade de ouro é, obviamente, sempre situada nas mesmas condições de vida.

As leis de atração sendo isso que elas são, neste mundo (se tomamos alguma coisa espantosamente simples para compreender, mas que, eu lhes afirmo, desenrola-se em todos os estágios e em todos os mecanismos do ser humano): a lei de atração, a lei de repulsão é onipresente neste mundo, ela está ligada, é claro, à predação, ela está ligada, é claro, à competição.

Como podemos imaginar que a competição ou a predação possam um dia cessar, na medida em que a conexão de causas e reações permanentes não pode, ela mesma, nunca cessar?

É apenas um ideal humanista, um ideal de alma.

A história da humanidade (em todo caso, para aquela que nos é conhecida de maneira dita oficial) mostra que isso não pode jamais existir, e que uma situação paradisíaca existe apenas entre duas situações de inferno.

E, no entanto, é bem neste mundo que existe um mecanismo chamado de Vida.

A Vida não tem nada a ver com a predação, a Vida não tem nada a ver com a competição, a Vida não tem nada a ver com o Bem e o Mal.

A Vida é tão simplesmente Consciência.


A consciência do Bem e do Mal pertence irremediavelmente às leis deste mundo, mas ninguém pode afirmar, sobre esta Terra, que conhece as Leis existentes no conjunto das Vidas, no conjunto das Consciências, no conjunto dos Universos.

Não é porque é observado, analisado, explicado, conscientizado, as leis deste mundo, que as leis deste mundo (tal como um postulado adotado pelo conjunto do coletivo humano) bastariam para provar que isso é Verdadeiro.

Seria preciso, então, admitir que a propagação da luz, a propagação da eletricidade, que a propagação de não importa que onda, seja sempre a mesma em todos os Universos, e no conjunto do que é chamado de cosmos.

Evidentemente, é absolutamente nada.

O que o olho, mesmo científico, através das tecnologias, pode perceber, é apenas um reflexo do que lhes pôde ser mostrado, e calculado, mesmo, mas através de alguns filtros opacos.


Que, logicamente, não permitem jamais saber o que há, de qualquer forma, do outro lado do véu.

Então, é claro, há pessoas, parecendo efetivamente cada vez mais numerosas, desde uma geração sobre a Terra, para trazer de algum modo experiências e lembranças, recorrendo a algo onde não existe qualquer Bem ou qualquer Mal.

De alguma forma, onde tudo é Bem, mas onde esse Bem não está em oposição a um Mal.

Eu poderia nomear isso um Bem Absoluto, onde tudo é Amor, onde, evidentemente, a competição, a predação, não existe.

E onde retorna uma palavra, é claro, que é extremamente importante, que é o sentimento de não mais estar apegado a qualquer atração.

E então, de não mais estar apegado ao Bem, nem ao Mal, mas evoluir em um Bem de natureza superior.

A experiência chamada de ‘morte iminente’ (ou NDE) ilustra perfeitamente meus propósitos.

Os testemunhos são doravante inumeráveis, mostrando, de alguma maneira, uma sobrevida da alma, independentemente do corpo.

E esta sobrevida da alma ocorre, aparentemente, em um mundo muito mais leve, onde o Bem e o Mal não existem.

Então, obviamente, há também experiências negativas, onde o Bem Absoluto não existe, e onde as pessoas são confrontadas com o nada, com a negação da vida, e o que eu poderia chamar, aí também, o Mal Absoluto, sem referência a qualquer Bem possível.

Muitas vezes, contudo, as pessoas vivem essas experiências descrevendo mais um mundo de amor, um mundo de Luz, com uma Luz que é avistada ao longe, um sentimento de paz, de calor, onde não existe mais qualquer atração ao que quer que seja deste mundo, exceto, é claro, no momento do retorno, já que as pessoas vêm para testemunhar.

O que é importante notar é que, independentemente do que é descrito por essas pessoas, nenhum de nós descreveu, a priori, algo profundamente diferente do que nós vivemos aqui, exceto a amplitude do Bem ou a amplitude do Mal, levada, como eu disse, em um nível Absoluto.

Mas ninguém foi capaz de descrever uma vida independente de um corpo, mesmo mais leve, uma vida independente de qualquer relação, já que aparecem frequentemente, nessas experiências, guias de Luz, Anjos, membros da família que já partiram, e por vezes, grandes entidades de Luz (como o CRISTO, Krishna, Maomé e tantos outros).

Evidentemente, e vocês o sabem, um ocidental não irá encontrar Maomé, ele encontrará mais o CRISTO, eventualmente Buda, se ele for budista.

Enquanto que um hindu jamais encontrará o CRISTO, mas sempre Krishna, ou Vishnou, ou, em todo caso, alguma coisa que pertença às suas próprias crenças ou à sua própria cultura.

Em qualquer caso, nenhuma dessas experiências, todas também transformadoras quaisquer que sejam, vem testemunhar algo de Desconhecido já que o que é vivido, naquele momento, pertence irremediavelmente ao Conhecido, idealizado, desembaraçado do peso do corpo, mas em um estado de vida um pouco diferente, digamos mais leve.

Os Mundos de que falamos (se tanto é que nós podemos dizer: falar, digamos os Mundos que nós abordamos) através de Vibrações (que vocês percebem, para muitos agora), são Mundos que não têm nada a ver, nos mecanismos de funcionamento, com, justamente, o princípio do Bem e do Mal.

Retenham bem que isso não quer dizer que o Bem foi transmutado pelo desaparecimento do Mal, ou que o Mal se apagou diante do Bem, mas que esta situação (e esse mecanismo de Vida do Espírito) não tem nada a ver com os mecanismos deste mundo, transcendendo-os largamente, e não tendo mais como base qualquer oposição, ou contradição, entre o Bem e o Mal.

Viver esta experiência, antes mesmo que ela seja estabelecida de maneira duradoura (e isso foi explicado, ontem, pelo bem amado João (ndr: SRI AUROBINDO, ver sua canalização de 23 de agosto) e por outros, faz apreenderem-se de que existe, provavelmente, um outro estado da consciência.

Este estado, eu o denominei Autônomo, eu o denominei Liberdade e eu o denominei Desconhecido.

Porque, obviamente, jamais a consciência ordinária poderá, quaisquer que sejam seus desejos de aprimoramento, qualquer que seja sua vontade de Bem, e qualquer que seja sua prática do Bem, de maneira intensiva, e mesmo, eu diria, a mais perfeita que seja (exceto, é claro, algumas almas ditas predestinadas), não poderá jamais sair desta Ilusão.

O princípio do confinamento e da Ilusão espiritual, como eu desenvolvi em numerosas ocasiões, é bem exatamente oriundo desta projeção em um futuro idealizado, que é claro, e como nós o constatamos desde a história conhecida da Terra, não tem estritamente jamais existido e não poderá jamais existir, pelo fato mesmo da Existência do Bem e do Mal.

Acreditar que um dia, em breve, existirá um Bem Absoluto sobre esta Terra, tal como ela é, resulta de uma visão e de um desconhecimento total das Leis do Espírito.

Vários ensinamentos espirituais, com base na alma, utilizaram-se desta ignorância da consciência para confiná-los, ainda mais, em um ideal de Bem, muito lógico, ainda uma vez, e muito agradável, mas que, como a experiência o mostra, para todas essas pessoas engajadas nesses movimentos espirituais, não resulta, evidentemente, jamais, jamais, na Alegria e na Felicidade.

Somente os seres tendo, no passado, acedido ao Espírito, somente os seres, hoje, Vibrando nas Coroas Radiantes, somente alguns místicos modernos (independentemente de qualquer religião, e isso é cada vez mais frequente o caso, independentemente de qualquer cultura), testemunham, com suas palavras, o seu acesso a esta Unidade.

A Unidade não é nem a transcendência do Bem, nem a transcendência do mal, mas um estado Vibratório que não tem mais nada a ver com o Bem e o Mal.

O que não quer dizer que a Unidade não consista em fazer o Bem, mas simplesmente que a Unidade está além do Bem: ela é, em um certo sentido, um estado e uma ação, independentes de qualquer reação, de qualquer emoção, de qualquer condicionamento, de qualquer crença.

Ela está ligada à experiência da própria Consciência, ela está ligada, inabalavelmente, ao Espírito, e se distancia progressivamente de tudo o que pertence a este mundo, de tudo o que pertence a um corpo, a uma história, a uma vivência.

A Unidade não tem o que fazer da pessoa.

Como foi demonstrado em tudo o que lhes foi dado durante o desdobramento da Luz (nós lhes comunicamos um conjunto de elementos ligados à falsificação, ao confinamento), é preciso compreender que o ser humano inscrito na ‘vontade de Bem’ jamais poderá viver o Espírito.

O Espírito pode apenas se viver pelo Espírito, e no Espírito.

E o Espírito, como isso foi enunciado, anunciado, declamado, por todos os seres que vivenciaram este acesso ao Espírito, não é deste mundo.

E isso é impossível, já que é justamente o Espírito que foi removido deste mundo, deixando-os neste dilema do Bem e do Mal, neste sofrimento que todo ser humano conheceu e conhecerá.

Em certas experiências de sofrimento (e eu estou bem situado para falar sobre isso), durante uma sideração, o sofrimento se torna de algum modo tão, tão terrível e intransponível que, naquele momento, pode aparecer o Espírito.

As condições da Terra atualmente os conduzem diretamente para isso, não enquanto um sofrimento para o sofrimento, não para um Mal por um Mal, não para uma retribuição, ligada ao Mal que teria sido feito sobre esta Terra, ou a esta Terra, ou a grupos de homens, por outros homens.

Aí estaria o erro: considerar que haveria uma recompensa e que cada um vai pagar os frutos de suas ações, ou a reação de suas ações.

A Unidade, o Espírito, a Luz Vibral, não tem que fazer esses jogos estúpidos, tais como eu posso nomeá-los, não a partir do ser humano na vida, mas a partir da própria falsificação tendo-os sempre mais (e nos tendo sempre mais) afastados da Verdade.

Alguns seres disseram, tendo vivido este acesso à Unidade, que a Verdade não era deste mundo e que nada do que pertence a este mundo é real.

E é a estrita Verdade.

E, no entanto, obviamente, enquanto vocês estão interessados em seu corpo, interessados em sua história, e bem, é muito simples: para vocês, é a única verdade.

Não há outra verdade.

E é, de qualquer modo, inevitável: mesmo pondo fim nesta Ilusão, vocês não encontrarão outra coisa senão a Ilusão, por um princípio de confinamento que foi longamente explicado, ao nível da matriz astral, que é a mesma que a matriz física já que é uma matriz aprisionadora, confinante, não tendo qualquer porta de saída.

Então, é claro, o ser humano, não podendo conceber o fato de não ter mecanismo de saída, construiu princípios humanistas, princípios idealistas, de ir sempre para um aperfeiçoamento.

Mas quem pode dizer, na vida que vive hoje, qualquer que seja, que existe um princípio de aperfeiçoamento permanente, e certo e determinado?

Ele não existe, é evidente.

Somente o mecanismo de extração da Ilusão, pela própria Consciência, de acesso à Unidade, os faz descobrir, em uma visão ampliada e que não tem mais nada a ver com este mundo, o que a maior parte dos seres que vivenciaram a Unidade lhes disse desde muito tempo: este mundo é uma Ilusão total, a personalidade é uma Ilusão total.

Enquanto vocês aderem a um ou outro, vocês estão aprisionados neste mundo.

E lembrem-se de que vocês não podem sair deste mundo pela morte, esperando sair da Ilusão, já que o outro lado é exatamente a mesma Ilusão.

A revolução que está em andamento (e é uma revolução, já que há uma mudança de paradigma e o fim desta Idade Sombria) não é um futuro melhor no mesmo mundo de competição.

É uma mudança total da Frequência da Consciência.

É uma mudança total, diremos, de Dimensão onde as Leis não terão mais nada a ver com o que existiu, a título individual ou coletivo.

As operações foram planejadas o tempo todo.

Os seres, como eu disse, saíram desta matriz aprisionadora e lhes descreveram o estado da Consciência, e manifestaram esta Consciência de diferentes maneiras.

Aliás, aqueles seres, nos tempos mais antigos (remontando a várias gerações) foram muitas vezes luzes, faróis, atraindo outras almas desejando, evidentemente, viver a mesma coisa, e, evidentemente, sem quase jamais poder vivê-lo.

Assim, durante minha vida, havia muitas pessoas que me escutavam, e havia em mim este sofrimento, qualquer que fosse a Unidade que eu vivia, de não poder comunicar este estado, porque é um estado (e isso lhes foi dito) que é absolutamente incomunicável, enquanto a pessoa que está à sua frente permanece na personalidade.

As modificações Vibratórias da consciência (nesse corpo onde deve se realizar a mudança, a transformação), tornaram-se mais fáceis, isso lhes foi dito.

Mas enquanto vocês permanecem em uma ótica de Bem e de Mal, com relação à sua própria vida, com relação às suas próprias adesões, quaisquer que sejam (seja ao nível das crenças, e ao nível mesmo do que chega a esse corpo, ou aos seus próximos), vocês não podem penetrar a Unidade.

Naturalmente, houve mecanismos (que lhes foram, aí também, amplamente desenvolvidos) de sobreposição, de justaposição da consciência normal do homem, com um estado diferente.

Evocamos a vocês, em várias ocasiões e em vários momentos, esta noção de escolha, impulsionada, desde o ano de 2008 do seu calendário, pelo Arcanjo JOFIEL, permitindo-lhes traçar, de algum modo, os impulsos, ou para ir ao Espírito, ou para ir à alma.

Ou, em todo caso, para tentar impulsionar outra coisa do que a ação/reação da consciência ordinária, confinada, sem qualquer conhecimento até mesmo da alma.

E depois, pouco depois, ocorreram as Núpcias Celestes, e um conjunto de elementos ao nível bem além desta Terra, neste Sistema Solar e neste conjunto de Universos, tendo impulsionado, ainda mais, eu diria, as sementes da Unidade e a Vibração da Unidade, no corpo da Terra, no corpo humano, no corpo social.

Nós sempre lhes dissemos que a chegada da Luz, de maneira cada vez mais nítida e intensa, veria algumas reações.

A primeira dessas reações, logicamente, todo ser humano pode aperceber-se, conecta, de alguma forma, o que eu dizia em relação ao fato de que aqueles que tinham vivido a Unidade, desde algumas gerações, eram faróis para os outros, e de que um conjunto de seres humanos reagrupava-se ao redor desses seres para tentar recolher uma parcela, uma amostra.

E vocês irão lembrar, aliás, de que quaisquer que sejam as palavras (as minhas, durante a minha vida, as palavras de SRI AUROBINDO, de UM AMIGO, ou do conjunto de corpos dado nos testemunhos, por exemplo, da vida de TERESA DE LISIEUX, ou de tantos outros), o fato de aderir a isso não permite viver a mesma coisa que esses seres.

Sem isso, é claro, vocês iriam se apreender do que vocês iriam viver.

Esse não é o caso.

Assim, portanto, como lhes foi dito, vocês não podem contar com o que quer que seja do exterior a vocês para penetrar os Reinos da Unidade.

O Reino da Unidade realiza-se apenas, como foi dito, quando os princípios Arimânicos e Luciferianos são totalmente transmutados em vocês, e quando vocês aceitam (o que eu desenvolvi, aí também) esta noção de Sacrifício, ou seja, de Superação do Bem e do Mal, e não simplesmente da vontade de Bem ou de buscar o aperfeiçoamento.

Porque nenhum aperfeiçoamento, qualquer que seja, conduzirá ao Espírito.

Existe apenas uma modificação da consciência, e isso também, lhes foi falado por todos aqueles que vivenciaram este acesso à Unidade.

Eles lhes falaram (sem entrar nos detalhes) de sua cultura, de suas próprias crenças, e do seu melhor.

Todos eles lhes falaram da Alegria inefável deste estado de Unidade.

Que não tem nada a ver com a indiferença.

Que não tem nada a ver com o fato de estar ausente, ou de estar em uma ilusão quimérica.

Já que todos (e todos nós) falamos deste estado como a única realidade tangível, imutável, Fonte de satisfação infinita e Eterna.

Tudo o que pertence a este mundo não pode rivalizar, de maneira alguma, com a Unidade.

O Bem e o Mal não os conduzirão jamais para a Unidade.

Eles irão conduzi-los a uma forma de perfeição (se tanto é que podemos falar assim) da alma, na encarnação.

Algumas almas, por sinal, pararam nesta aparência de perfeição, sem buscar encontrar o Espírito.

Essas almas estão confinadas em um princípio de ‘ilusão de perfeição’.

E é este princípio de ilusão de perfeição que se originou de um grande número de ensinamentos espirituais falsificados, tendo-os feito esperar um paraíso sobre a Terra, ou um aperfeiçoamento da consciência, sempre inscrito segundo os princípios das leis e das regras da encarnação.

Isso (eu espero, vocês assimilaram, digeriram) é estritamente impossível.

As condições desta matriz aprisionadora (e eu não falo da vida nos Mundos em Carbono, mas especificamente neste mundo) privaram este mundo da Luz, da conexão com A FONTE e, portanto, de sua Unidade.

Deste modo, a Dualidade deste mundo é chamada de dissociada.

É uma 3ª Dimensão que pode existir estando Unificado, mas que, aqui, apenas pode refletir-se pela perpetuação, infinita, do Bem e do Mal, da competição, da predação, da Ilusão.

Jamais vocês poderão viver a Alegria permanecendo neste mundo, mesmo se alguns seres chegam efetivamente, agora, a conectar sua Unidade e a viver a Unidade.

Vocês ali são ajudados, ainda que vocês sozinhos o percebam.

Mas é evidente, para aqueles que vivem a Unidade desde algum tempo (e que então perceberam, e que vivem a Ilusão deste mundo, em todos os seus componentes), que, obviamente, não pode existir qualquer solução de continuidade, em meio à Unidade, para este mundo da Dualidade, levando a uma sucessão de acontecimentos, visando totalmente Transcender o Bem e o Mal.

Isso lhes foi descrito de inúmeras maneiras, tanto ao nível dos envelopes isolantes da Terra, como dos envelopes isolantes do homem.

É esse processo que, agora, vai emergir, em vocês, cada vez mais (isso lhes foi dito também), mas vocês não poderão mais de qualquer maneira, de maneira alguma, trapacear com vocês mesmo.

Vocês não poderão mais mentir para vocês, mesmo em meio ao ego.

Ou vocês permanecerão no ego, e a Alegria não poderá estar presente.

Ou vocês irão se estabelecer na Unidade, a Alegria estará presente e o ego desaparecerá, por completo.

E isso não pode estar sujeito à confusão, porque a Consciência vê totalmente Claro.

Somente o ego e a personalidade vão se interrogar para saber se eles estão na Alegria.

A Consciência da Unidade jamais interroga, porque ela sabe que está na Alegria e na Serenidade, e que ela saiu das interações da matriz, enquanto estando no Interior deste mundo, por enquanto.

Porque vocês ali têm um papel, que é estabelecer a Luz, Semear a Luz, por sua Presença.

Obviamente, nós lhes dissemos, e João (ndr: SRI AUROBINDO) disse quando ele foi São João: “haverá muitos Chamados e poucos Eleitos; os Chamados serão aqueles que serão marcados na testa e que saberão, e que viverão a Luz”.

Mas de qual Luz ele fala?

De qual Luz nós falamos?

Seria uma luz exterior, para a qual é preciso ir, como um ideal inscrito no sentido deste mundo e da prolongação deste mundo?

Ou é uma Luz Interior, que os estabelecem, de maneira definitiva, cada vez mais integrante, na Alegria e na Unidade?

Toda a questão se resume nisso.

E isso irá lhes aparecer cada vez mais cruamente, eu diria, gradualmente e à medida dos dias que vocês vivem agora, em sua vida, em suas interações, em suas relações, em suas afeições, em todos os ramos e todos os setores da sociedade.

Vocês ficaram afetados, seja o que for que vocês viviam, ou vocês não se afetaram?

Vocês estão na Unidade, ou vocês estão na Dualidade?

E a diferença, além dos aspectos Vibratórios obtidos durante seus espaços particulares, deve se traduzir, de maneira cada vez mais flagrante, em sua vida ordinária a mais simples, quaisquer que sejam os gestos os mais comuns da vida.

E isso é muito simples: vocês existem enquanto pessoa ou vocês existem enquanto Espírito?

O que vai guiar sua vida são as contingências materiais, afetivas, pessoais, ou elas estão diretamente ligadas à Liberdade do Espírito e da Alegria?

Irá aparecer-lhes, cada vez mais claramente, não mais uma separação, eu diria, no Interior de cada consciência humana, mas uma espécie de linha de fratura, tendo sido denominada, pelo Anjo METATRON, como a perfuração do pericárdio, a abertura da Porta posterior, a Passagem da Porta Estreita.

Tudo isso remete, finalmente à constatação de sua própria consciência, no momento em que isso ocorre na sua vida (qualquer que seja o acontecimento ocorrendo, qualquer que seja a relação ocorrendo): quem dirige sua vida, mesmo neste mundo Dual?

É a Alegria, é o interesse, é a vontade de Bem ou de Mal?

Quem dita sua ação?

É a reação a um estímulo exterior, ou é uma ação que é totalmente independente de qualquer reação, em relação a este mundo, mas que é apenas uma ação inscrita na Liberdade do Espírito?

Em um caso, vocês irão para o Espírito, na Leveza e uma Alegria cada vez mais intensa.

No outro caso, vocês irão para um peso, uma gravidade e um sofrimento cada vez mais intenso.

Isso foi dito, já, por vários Arcanjos, independentemente deste canal, desde muito tempo, eu diria, desde duas gerações: vocês querem ir para o pesado ou vocês querem ir para o Leve?

Mas vocês não podem ir para o Leve, levando o pesado.

A Porta Estreita não pode ser atravessada pela personalidade.

Tudo isso, nós lhes falamos de múltiplas maneiras.

Seja pelas Estrelas, da cabeça, pelas Portas, correspondendo a Vibrações particulares, pela própria Consciência, pela descrição dos estados de Unidade, por algumas Estrelas.

Ou ainda, os mecanismos permitindo aproximarem-se desta vivência da Unidade, e os mecanismos por vezes presentes, como ‘a noite escura da alma’, como os antagonismos que podem existir, não enquanto oposição, como o Bem e o Mal, mas realmente uma diferença total de consciência entre Ser Unitário e ser Dual.

Os dois vão se quebrar, no conjunto da Terra, como em vocês.

Porque os dois não podem coexistir.

Eles coexistiram o tempo necessário para que, de maneira coletiva, a Luz pudesse se assentar, ancorar-se, difundir-se sobre este mundo.

Vocês ali participaram, que vocês sejam (e eu não gosto bastante dessas palavras) Chamados ou Eleitos, na medida em que o mais importante não é ser Chamado ou ser Eleito, mas o mais importante é ser Liberado, e isso todos vocês estão.

Assim, portanto, cada dia, esta quebra vai aparecer-lhes cada vez mais evidente, em vocês, em seus comportamentos.

Porque irá se tornar cada vez mais claro que vocês são Unitários, ou Duais.

Lembrem-se de que a Unidade não pode ser obtida por qualquer vontade.

Mesmo se, é claro, algumas almas privilegiadas lhes descreveram esta Tensão final da alma para o Espírito, o que fazia com que esses seres, em dados momentos, por razões específicas, vivessem a Unidade.

Hoje, a Unidade não se inscreve em uma particularidade de alguns indivíduos, presentes sobre a Terra, em um dado século.

Mas ela se inscreve em um contexto transformador, cada vez mais brutal (segundo o sentido da visão separada), cada vez mais feliz (segundo o sentido da Visão Unificada), que chega de maneira bem concreta sobre esta Terra.

O CRISTO disse: “aqueles que desejarem salvar sua vida, irão perdê-la”.

Vocês irão constatar, em breve, que esta frase não é uma metáfora, nem uma simbologia, mas está bem inscrita na realidade da carne e da vivência que é para viver.

Lembrem-se de que a Unidade é, antes de tudo, marcada pela Alegria, independentemente das percepções Vibratórias, independentemente mesmo, eu diria, das percepções no peito.

Mas é inegável que, se a Vibração presente no seu Coração for real, a Alegria apenas pode acompanhá-lo.

Vocês não podem manifestar qualquer tristeza, qualquer oposição ou contrariedade, e estar ao mesmo tempo na Alegria do Coração.

Vocês irão constatar, cada vez mais facilmente, este quebra (como eu a nomeei) que existe entre os dois estados.

O que vem não é então uma mudança.

O que vem não é então a chegada de uma luz que iria se instalar neste mundo, para perpetuar este mundo.

Mas sim uma transformação total do quadro de Vida, e, portanto, do quadro da Consciência que, justamente, se ela aceita a Unidade, vai perder todos os enquadramentos e todos os confinamentos.

E quando eu digo todos os confinamentos, vocês sabem pertinentemente que eu falo também bem desse corpo, de tudo o que pode existir como confinamento neste mundo, seja o que for.

Mesmo se lhes é agradável, mesmo se lhes é tranquilizante, mesmo se lhes pareça inscrito nas leis lógicas, hereditárias ou genéticas (que não têm estritamente qualquer relação, e qualquer ligação familiar possível, eu diria, com a Unidade).

Tudo isso vai realmente estar cada vez mais claro.

Não haverá esforço a fazer para aperceber-se, porque isso vai se tornar, eu diria, como o nariz no meio do rosto, evidente para todos.

O momento em que a Luz irá se revelar, na totalidade, para a consciência da humanidade: depois daquele momento, ninguém poderá dizer que não sabia.

Ninguém poderá dizer, sobre esta Terra, que ignorava que existia outra coisa, já que é justamente esta outra coisa que vem ao seu encontro.

O objetivo dos elementos que eu reforcei, hoje (já que lhes foram, para a maior parte, já desenvolvidos), é unicamente para fazê-los, realmente, salientar, da Consciência, esta noção de Bem e de Mal, que está inscrita, como vocês o sabem, na própria estrutura do ser humano, e no próprio princípio da lei de falsificação.

Nos Mundos Unificados existe apenas a Alegria.

O Bem e o Mal não têm qualquer sentido, nem qualquer direção, já que eles são totalmente excludentes.

Já que não existe qualquer zona de Sombra, já que não existe qualquer separação, e já que não existe qualquer possibilidade de sofrimento, qualquer que seja.

O Universo é perfeito.

E ele é, eu diria, de todos os Tempos, de todo espaço e de toda Dimensão.

Nada há para aperfeiçoar, nada há para evoluir, em meio à Unidade.

Tudo já está revelado, tudo já está inscrito, em todos os Tempos, e em todas as possibilidades de manifestação da Vida.

Eis os elementos de reflexão que eu desejava levar à sua consciência, ainda mais hoje.

Irmãos e Irmãs, eu lhes agradeço pela sua atenção benevolente.

Nós iremos reviver um espaço de comunhão, e eu lhes digo até uma outra vez.

Até breve.

... Efusão Vibratória ...



Enviado por Rosa
Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1170
24 de agosto de 2011
(Publicado em 25 de agosto de 2011)

Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com/

http://minhamestria.blogspot.com/